segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Parábola Da Festa De Casamento

Mateus 22:1-14; Lucas 14:15-24


A parábola da “festa de casamento” é uma continuação das advertências proferidas por Jesus contra a rejeição dos 
judeus, principalmente os sacerdotes e anciãos do povo (cf. Mateus 21:23), em relação ao ministério messiânico de Jesus. 
O texto é uma ratificação do que o Messias já havia falado através de duas outras parábolas – a parábola dos “dois 
filhos” e a parábola dos “agricultores maus” (cf. Mateus 21:28-45). Nelas Jesus afirma que o reino de Deus será tirado de um povo (Israel) e será entregue para um outro povo (gentios) que
lhe produza os respectivos frutos (cf. Mateus 21:43). Em outras
palavras, Jesus declara que a nação de Israel será rejeitada.


A história nos mostra que isso de fato aconteceu. Israel é rejeitada como sendo a nação
exclusiva de Yahweh, e Paulo é levantado para anunciar o Evangelho aos gentios (cf. Atos 9:15; Romanos 3:29; 11;11). 

A parábola da “festa de casamento” é o ponto culminante da rejeição de Israel por parte do Senhor e uma predição da destruição de Jerusalém no ano 70 d.C. (cf. Mateus 22:7). 

RESUMO DA PARÁBOLA 
A parábola narra a história de um rei que organizou uma festa para o casamento do seu filho. O rei envia seus servos para que chamassem os convidados dessa festa; porém, os convidados rejeitam o convite do rei e não comparecem ao evento. O governante ainda insiste na presença desses convidados mandando que outros de seus servos lhes informassem o que haveria na festa: banquetes, bois e outros animais  cevados. O rei queria demonstrar que havia comida de sobra para todos os convidados (tudo na esperança de persuadi-los para que comparecessem). Ainda assim, os convidados não se importam com o convite e continuam a cuidar dos seus compromissos cotidianos (cf. Lucas 15:18-20), 
demonstrando com isso que cada julgava ter algo melhor para fazer. Outros demonstram serem ainda mais cruéis e matam os emissários do rei.

Ao tomar conhecimento do que havia sucedido, o rei ordena que seu exército mate aqueles convidados e incendeie a cidade. Em seguida o rei ordena que seus servos convidem para a festa todas as pessoas que eles encontrassem pelo caminho (não importando a condição social ou moral de cada convidado).

Ao chegarem à festa, um dos convidados se apresenta diante do rei sem as vestes apropriadas para a ocasião. Não conseguindo se justificar, o convidado tem as mãos e os pés amarrados e é colocado para fora da festa nupcial. O convidado que foi rejeitado foi lançado nas trevas, isto é, longe das luzes da festa de casamento (que acontecia à noite).

O fato do convidado excluído estar, sem a veste nupcial, presume negligência uma vez que os servos do rei haviam dado aos demais convidados as veste em questão, uma vez que todos foram trazidos às pressas, e a maioria não estava vestida de modo apropriado.

A julgar por parábolas rabínicas semelhantes, o homem simplesmente havia continuado os seus afazeres até que fosse tarde demais para ir para casa e se trocar.


APLICAÇÃO DA PARÁBOLA
Diferente do convite para o banquete de um indivíduo, o convite para o banquete real era praticamente obrigatório – por isso, Mateus não faz concessões para desculpas. A recusa em participar do casamento do filho do rei significava deslealdade para com a casa real também.

O rei (Deus Pai) organizará uma grande festa em celebração da redenção final do Seu Filho (Jesus). O convite de Deus é extensivo a todos e tantos quantos quiserem podem vir (cf. Apocalipse 19:9). Os convidados da parábola de Jesus, tiveram a liberdade de recusa. No entanto, todos que recusarem o convite de Cristo serão excluídos da celebração da  redenção final. Deus convida a todos, mas não haverá obstáculo ao seu propósito pelos que rejeitarem o chamado. Os que vieram foram escolhidos para sempre.
O versículo 14 é uma referência a um provérbio antigo.
Aqui, ele indica que Deus chama os pecadores em geral para que recebam sua salvação, mas também que há uma eleição específica que conduz alguns dos chamados até Ele. Ao mesmo tempo, o homem é considerado responsável por sua rejeição de Cristo, seja ela devido à indiferença (cf. v.5), à rebelião (cf. v.6) ou à justiça própria (cf. v.12).

As pessoas consideradas nos versículos 2-6 são os líderes religiosos em Jerusalém, que maltrataram e mataram os profetas enviados pelo Senhor. Um exemplo disso foi João Batista (cf. Mateus 21:23-27).

Assim como Israel, muitos estão ocupados demais com os seus afazeres aqui na terra que acabam por rejeitar o convite (convocação) do grande Rei Jesus para fazer parte dos Seus propósitos divinos. E ao agirem assim, tornam-se automaticamente excluídos das benesses do Senhor. Sem falar que, atitudes assim, demonstram uma total falta de reconhecimento do sacrifício salvífico de Jesus, efetuado na cruz do Calvário, em favor de nós.



Um comentário:

  1. Eu não pedi para nascer, não tenho culpa de ser um '''''''pecador'''''''' e muito menos eu pedi para jesus se fuder na cruz. Se deus realmente fosse justo ele me aceitaria no céu exatamente como eu sou.

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